O meu coração se aperta quando sento diante do computador para escrever esta carta. Foi uma decisão difícil, tomada após muitas semanas de reflexão, e que me levaram à concluir que não havia outra alternativa. Então comecei a escrever por acreditar que esta era a melhor forma de aplacar a
ansiedade que rondara a minha alma durante longos meses. Ansiedade gerada pelo fato de ter o meu nome e a minha reputação profundamente afetados, e por acreditar que devo satisfação às pessoas que amo, em
especial os meus parentes de sangue. Poderia ter seguido o conselho de
algumas pessoas próximas, que tentaram me convencer a esquecer o
assunto. Pessoas que convivem comigo há anos, às vezes há
décadas, e conhecem muito bem o meu caráter. Ouvi algumas vezes a
pergunta “O que lhe importa o que as pessoas vão pensar de você?”.
Mas o fato é que me importo com o que as pessoas que amo estão
pensando de mim. Além disso, o simples fato de
vivermos em um país democrático, me dá direito de
resposta. Assim, numa decisão dura e ao mesmo tempo simples, resolvi exercer este meu direito.
Talvez você, que está lendo estas linhas, não tenha ideia sobre o que estou falando mas, com uma boa probabilidade, deve ter ouvido falar sobre “o golpe que o sobrinho Vlamir Carbonari deu na tia Neila Milani”. Eu, particularmente, fiquei sabendo desta história há cerca de dois anos atrás, quando a minha mãe, Vera Gema Milani Carbonari, retornou de uma viagem à Curitiba, e lá teria ouvido a seguinte versão:
Talvez você, que está lendo estas linhas, não tenha ideia sobre o que estou falando mas, com uma boa probabilidade, deve ter ouvido falar sobre “o golpe que o sobrinho Vlamir Carbonari deu na tia Neila Milani”. Eu, particularmente, fiquei sabendo desta história há cerca de dois anos atrás, quando a minha mãe, Vera Gema Milani Carbonari, retornou de uma viagem à Curitiba, e lá teria ouvido a seguinte versão:
-
Há cerca de vinte anos atrás eu teria me oferecido para vender uma
casa, de propriedade da tia Neila, no bairro Parque Alvorada, em
Dourados, pois teria achado um suposto comprador. Dessa forma teria
solicitado que ela me enviasse uma procuração para que eu
efetivasse a venda. Depois que ela me enviou a procuração, eu
teria, supostamente, vendido a casa e nunca mais dado satisfação à
ela, ou seja, teria ficado com todo o dinheiro da venda da casa para
mim, caracterizando o suposto “golpe”.
Fiquei
estarrecido com esse relato feito por minha mãe. Mas como estava
convicto da minha inocência, não dei muita importância, mesmo com ela insistindo algumas vezes para que eu tomasse alguma
providência. Eu dizia: “o que é que eu devo fazer, minha mãe?”. Ela me dizia: “sei lá! Você tem que fazer alguma coisa!”. Coração de mãe é incrível, sempre está certo, não é mesmo?
Tempos
depois, minha irmã Vanessa foi ao Paraná, e no retorno da viagem me
procurou, contando-me a mesma história. Mais uma vez eu me abstive
da polêmica, apenas me preocupando em passar à ela minha
convicção de inocência, e me mantive quieto.
O interessante é que, durante essa conversa tive um insight, que subitamente me levou a entender porque havia recebido um tratamento estranhamente frio por parte de vários familiares, durante o funeral da tia Marlene, uma das últimas vezes que fui à Curitiba. Segundo o relato que fizeram pra minha irmã, a tia Marlene também sabia da história, ou seja, no momento daquela minha ida repentina a Curitiba, o fato já era público.
O interessante é que, durante essa conversa tive um insight, que subitamente me levou a entender porque havia recebido um tratamento estranhamente frio por parte de vários familiares, durante o funeral da tia Marlene, uma das últimas vezes que fui à Curitiba. Segundo o relato que fizeram pra minha irmã, a tia Marlene também sabia da história, ou seja, no momento daquela minha ida repentina a Curitiba, o fato já era público.
Há
poucos meses, uma ou duas semanas após o falecimento da minha amada
prima Cláudia, minha mãe esteve novamente em Curitiba e, nessa
ocasião, houve uma conversa mais séria entre ela e a tia Neila.
Quando retornou de lá ela foi taxativa: “Vlamir, você tem que fazer
alguma coisa!”. Nesse momento eu senti que o meu coração, que até aquele momento me
dizia para ficar calado, mudou de opinião e passou a me
dizer que agisse.
Desse
momento em diante foram vários telefonemas, incontáveis horas investidas em
cartórios e agências bancárias e muitas horas organizando as
ideias e preparando este material que aqui apresento.
A
partir daqui, vou lhes contar a minha versão dos fatos, vou
apresentar valores financeiros corroborando a minha versão, e vou
apresentar documentos corroborando os valores financeiros
e a versão apresentada.
Pois
bem, antes de contar a minha versão, gostaria de deixar bem claro
que, assim como amo “todos” os meus parentes da família Milani,
amo igualmente a tia Neila, ou até mais, levando em consideração
que várias das vezes que viajávamos até Curitiba, ficávamos
hospedados na casa dela, quando criamos um relacionamento mais
estreito com a sua família, ainda mais depois que ela residiu algum
tempo em nossa cidade. Para que não reste dúvida faço aqui uma
declaração pública: “Tia Neila. Te amo de coração!”. E seu
eu te encontrar vou te dar um beijo e um abraço.
Outra
informação importante a ser passada é que o relato a seguir foi
montado a partir de fragmentos de história que fui juntando de
várias fontes. Dei especial atenção àqueles fatos que estão
provados por documentação, embora haja relevância também
nos fatos não documentados.
Vamos
lá!
No
segundo semestre do ano de 1988, após abandonar a faculdade de
Ciência da Computação, que cursava na PUC/PR, em Curitiba,
retornei à Dourados já casado e com um filho pequeno, de cerca de
um ano. De volta à minha cidade natal, fui residir na casa dos meus
pais, juntamente com esposa e filho, pois a casa era grande e havia
espaço. Morei lá por muitos meses. Porém, após o nascimento do
meu segundo filho, em agosto de 1989, começou a surgiu a necessidade
de ter minha própria casa. Nessa época, a Caixa Econômica Federal
tinha lançado um programa habitacional em Dourados, no qual imediatamente me
inscrevi. Enquanto aguardava o desenrolar desse programa, em meados do ano de 1990, meu pai me
levou para conhecer uma casa que ele estaria disposto a me dar de
presente de casamento, no bairro Parque Alvorada, a qual era de
propriedade da tia Neila.
Num
primeiro momento, aquilo foi desanimador para mim, acostumado à
morar no centro de Dourados, sempre em ótimas casas. Durante os três
anos que residi em Curitiba, dois foram em um ótimo apartamento no
bairro Batel. Tratava-se de uma casa simples e pequena, com cobertura
de amianto, com cerca de 70m², e na periferia de Dourados. Na verdade,
era a “última” casa de Dourados. Após atravessar a rua havia
uma cerca de arame farpado e dali para frente, apenas lavouras de
soja. Porém, após refletir um pouco, aceitei a proposta, pois
afinal das contas, aquela seria “minha casa”.
A
condição da casa era a seguinte (veja os documentos na íntegra nos posts abaixo):
- a tia Neila e o seu esposo à época, Carlos Raseira, haviam comprado a casa em fevereiro de 1986, financiando a mesma junto à Caixa Econômica Federal em 300 prestações (Matrícula do Imóvel, página 3, registros nºs 08 e 09);
- o casal se divorciou cerca de um ano depois, em janeiro de 1987, sem ter sequer morado na casa, que encontrava-se alugada, sendo que no processo de separação a casa passou a pertencer somente à tia Neila (Matrícula do Imóvel, página 3, averbação nº 11);
- várias prestações da casa acabaram ficando sem pagamento após março de 1987, provavelmente devido à difícil condição financeira da época, o que é comprovado por um arresto da casa, em agosto de 1986, em favor do Banco Bandeirantes (Matrícula do Imóvel, página 3, registro nº 10), devido a uma execução judicial contra uma empresa que o casal possuía à época (compareci à Caixa Econômica Federal para tentar retirar um extrato financeiro do contrato de financiamento da casa mas o banco se negou a me fornecer, dizendo que somente poderia fazê-lo para a tia Neila);
- na época que o negócio foi oferecido ao meu pai, havia uma inadimplência de cerca de dois a três anos em relação às prestações da casa, o que, aliado às altíssimas taxas de inflação da época, gerou uma grande dívida junto à Caixa Econômica Federal;
- nessa época, de acordo com corretores de imóveis que consultei, o mercado imobiliário estava muito ruim, devido à crise que o Brasil enfrentava;
- a casa não poderia ser avaliada pelo seu preço de mercado, mas sim pela quantidade de prestações pagas, pois havia ainda centenas de prestações a serem pagas, assim o que se vendia eram os "direitos" da casa, prática comum, até nos dias de hoje, na compra e venda de imóveis financiados pela Sistema Financeiro de Habitação.
Diante
de toda essa situação, o negócio que foi oferecido ao meu pai, foi
de que ele quitasse a dívida, que era de valor aproximadamente igual ao
valor de mercado dos "direitos" do imóvel, e assim seria feito a transferência da casa
para o nome do meu pai, ou para o meu nome.
Isso
combinado, o meu pai fez uma negociação com a Caixa Econômica,
para pagar parceladamente a dívida, procurando manter as prestações
futuras em dia para não aumentar a dívida. Assim que fossem
quitadas as parcelas da dívida vencida, seria escriturado o negócio
em cartório.
O
que aconteceu em seguida foi que o meu pai, que também sofria com a
crise, não conseguiu honrar corretamente a negociação que havia
feito com a Caixa Econômica, pagando apenas parcialmente os valores
combinados, o que acabou mantendo a dívida no mesmo patamar.
Paralelamente a isso, eu não consegui me mudar para a casa, visto
que o inquilino que tinha contrato de locação, se recusava a sair
da casa, e também não pagava o aluguel devido (o que teria ajudado
no pagamento das parcelas da negociação com a Caixa). Esse inquilino somente foi sair da casa
cerca de um ano depois, após a conclusão de uma ação judicial de
despejo contra o mesmo.
Nesse
meio tempo, eu acabei sendo contemplado naquele programa habitacional
da Caixa Econômica Federal em que havia me inscrito, e acabei me
mudando para uma outra casa no bairro Jardim Maracanã.
Quando
o inquilino foi despejado da casa do Parque Alvorada, já em meados
de 1991, a casa não me interessava mais. Porém, a pressão de ter
que assumir as prestações, e a dívida que persistia na Caixa
Econômica, me levaram a tentar a venda da casa para resolver a difícil situação. Assim, mesmo diante da grande dificuldade de vender a casa, devido ao péssimo período pelo que passava o mercado imobiliário, e devido à caótica situação em que se encontrava o contrato com a Caixa Econômica Federal, consegui achar uma compradora para a casa, a Sra.
Nadir de Assis Boralli. Esta senhora se interessou em comprar a casa pelo fato de poder utilizar
o saldo depositado em seu Fundo de Garantia para pagamento da dívida do financiamento na Caixa, dinheiro que não poderia utilizar se a casa fosse quitada. Assim sendo, procurei oferecer a ela um negócio semelhante ao que havia sido oferecido a nós, ou
seja, “entregar” a casa em troco da dívida. Ela aceitou e fechamos o negócio.
Essa
negociação, que é a peça chave de tudo o que estou relatando
nesta carta, tem seu teor e valores documentados na Matrícula do Imóvel, página 4, registro nºs 13 e 14, e na Escritura de Compra e Venda, página 2, linhas 9 a 25.
Os
valores da negociação estão apresentados na tabela abaixo,
devidamente convertidos em dólar, para uma análise mais coerente.
Valores
do negócio (em 13/08/1991)
A moeda corrente era o Cruzeiro (Cr$)
A moeda corrente era o Cruzeiro (Cr$)
Descrição
|
Valor
- Cr$
|
Valor
- US$
|
%
|
Valor
total da casa
|
2.278.149,68
|
6.236,38
|
100,00%
|
Valor
pago à vendedora (tia Neila)
|
41.396,55
|
113,32
|
1,82%
|
Valor
pago à Caixa Econômica Federal
|
2.236.753,13
|
6.123,06
|
98,18%
|
- Cotação do dólar (em 13/08/1991) : US$ 1,00 = Cr$ 365,30
- Fonte da cotação do dólar [http://infobip1.no-ip.info:8020/indices/dolar_1991.htm]
Observe
que o valor pago à Caixa foi “para quitação do saldo devedor dos
vendedores, tudo na conformidade das instruções pertinentes ao
Sistema Financeiro da Habitação – SFH” (Escritura de Compra e Venda, página 2, linhas 22 a 24).
Pois
bem, é justamente aqui que a verdade começa a aparecer. Eu
realmente fui procurador na venda da casa, conforme consta logo na
primeira página da Escritura de Compra e Venda. Porém, como é que
eu dei golpe na tia Neila, e fiquei com todo o dinheiro da venda da
casa, se a Caixa Econômica Federal ficou com 98,18% do dinheiro da
venda? Quando aos ínfimos 1,82% que foram “pagos a vendedora”
(Escritura de Compra e Venda, página 2, linhas 13 e 14), eu não me
recordo para onde foram, mas, se não foram para a mão da tia Neila,
muito menos para a minha. Muito provavelmente, foram utilizados para
quitação do IPTU da casa, que devia estar também atrasado. Esse valor deve ter sido documentado na
escritura devido a alguma praxe do cartório, e de qualquer forma,
trata-se de um valor irrelevante, pouco mais de cem dólares. Com certeza não é a esse montante que a tia Nelia se refere.
Pois
bem, durante o ano de 2011, procurei um familiar, do qual no momento prefiro preservar o nome, que já havia manifestado expressa indignação
com a história toda. Esse familiar se dispôs gentilmente a mediar o
caso, levando-se em consideração que seria muito difícil resolver diretamente com a tia Neila, cuja opinião sobre o assunto já era consolidada. Porém, ao longo de intermináveis
conversas telefônicas, nas quais não consegui convencer esse familiar da minha
inocência, acabei descobrindo que a sua opinião também já estava formada e consolidada em
favor da tia Neila.
Para que se tenha uma ideia da posição tendenciosa deste familiar, quando lhe apresentei a escritura da casa,
demonstrando que não havia a menor possibilidade de eu ter “botado a mão na grana”, ele colocou em dúvida a autenticidade do
documento, alegando que às vezes as pessoas colocam valores
alterados na escritura para sonegar impostos. Pois bem, eu até
acredito que isso é possível em uma negociação entre particulares. Mas em uma escritura onde uma
das partes envolvidas é a Caixa Econômica Federal, isso é
inviável.
O que o familiar provavelmente quis dizer é que os valores eram incoerentes porque é praticamente impossível se comprar uma casa de alvenaria, escriturada, por
pouco mais de seis mil dólares. Porém, se levarmos em consideração
que a nossa moeda era extremamente fraca naquela época, e adotarmos
um outro índice para comparação, como o salário mínimo vigente à
época (outra “moeda” que também era fraca na época), que era
de Cr$ 17.000,00, obteremos a quantia de 134 salários mínimos, o
que representaria hoje, multiplicado pelo salário mínimo atual, de
R$ 622,00, obteremos o valor de R$ 83.348,00, valor bem mais
coerente. Para se ter uma ideia, o programa Minha Casa, Minha Vida,
contempla até R$ 80.000,00, para que o beneficiado compre ou
construa uma casa. Tenho alguns amigos em Dourados que
compraram ou construíram casas com laje e telha romana com este
valor (a do Parque Alvorada era com forro de fórmica e telha de
amianto), em bairros semelhantes ao que era o Parque Alvorada na
época, ou até melhores.
Então,
se levar em consideração o fortalecimento da nossa moeda e do nosso
salário mínimo, mais a valorização natural do imóvel (o mercado
imobiliário em Dourados vem apresentando índices de valorização
em torno de 20% anuais), que são coisas difíceis de se mensurar em
números, chega-se à conclusão que o valor é absolutamente coerente.
Fui
questionado também sobre a dívida que havia na Caixa Econômica,
pois segundo a própria tia Neila, ela mantinha as prestações em
dia. Porém ela nunca me apresentou os comprovantes de pagamento. Creio que ela nem sequer foi à uma
agência da Caixa Econômica Federal para tirar o extrato financeiro
da casa (somente ela pode fazer isso).
O
que sei é que após semanas de conversas e e-mails trocados com esse familiar, que estaria em contato com a tia Neila em Curitiba durante
esse período, nada ficou resolvido. Continuei taxado como
“golpista”. E de quebra, agora, também taxado como
“falsificador de contratos e documentos”. Um fardo extremamente
pesado para mim e para as pessoas próximas a mim, que me amam e
conhecem bem o meu caráter.
A
partir daí, comecei a ficar incomodado com o assunto. Mas dizia pra
mim mesmo: “Vlamir, você já fez a sua parte”. Em seguida
esquecia o assunto. Mas com frequência, a coisa toda retornava à
minha cabeça, e eu acabei chegando à conclusão que precisava
desabafar de alguma forma. Precisava me retratar! Cheguei a cogitar uma viagem à Curitiba.
Mas esbarrei na dificuldade de tempo e em outros empecilhos diversos.
Então resolvi usar a tecnologia, e escrevi este blog o qual você lê no momento, caro familiar.
Talvez
um erro que tenha cometido na época em que mantive conversações com esse familiar, foi não ter levantado minuciosamente a história. Então antes de
escrever este texto, gastei bastante tempo levantando o máximo de detalhes
possíveis, e organizando as idéias, para que a minha versão fosse o mais fiel possível aos fatos ocorridos.
Logo
abaixo você pode visualizar todas as páginas da Matrícula do
Imóvel e da Escritura Pública de Compra e Venda do Imóvel, em
cópias fiéis ao original. Ambos são documentos públicos, portanto podem ser conferidos por qualquer pessoa. A matrícula está
arquivada e disponível no Cartório do 1º Ofício em Dourados. A escritura está arquivada no Cartório do 4º Ofício em Dourados. Independente de sua disponibilidade pública, coloco-me em total disposição para enviar uma cópia original autenticada a quem desejar, para que não restem dúvidas a respeito da autenticidade do documento.
Aqueles que me acusam não
apresentaram nenhum documento comprovando o que estão falando. Nem sequer um documento específico que pedi: o extrato financeiro da
casa, o qual somente a tia Neila tem acesso. Se me enviarem, publico imediatamente aqui no blog, e me comprometo a me retratar, se for o
caso.
A
minha intenção principal com este blog, é defender a minha
reputação, e também a de minha família, que estão manchadas por uma
mentira.
Volto
a destacar, por fim, que amo muito toda a família Milani, me orgulho
e sempre me orgulharei de possuir a genética dessa maravilhosa
família (inclusive a quantidade de fios de cabelo). Não tenho
objetivo de constranger ninguém com esta carta, muito menos a tia
Neila. Ela deve ter tido os seus motivos para fazer as
alegações que fez. Talvez tenha sido influenciada por alguém, ou
interpretado mal algum fato. Só não entendo porque, ao longo dos
vinte anos que se passaram desde a venda da casa até hoje, eu nunca
fui procurado para falar sobre o assunto.
Não
teria jamais escrito esta carta se não tivesse certeza absoluta e
irrevogável da minha inocência. Por isso assumo total responsabilidade pelo
texto acima, e coloco-me em total disposição para quaisquer
esclarecimento que forem considerados necessários.
Vlamir
Carbonari
CPF
648.298.559-91
Fones
(67) 3426-1819 / 8423-3224 / 9828-0912
E-mail:
vlamirc@gmail.com